A crescente adesão a métodos consensuais de resolução de disputas entre empresas

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A crescente adesão a métodos consensuais de resolução de disputas entre empresas

Por Mayara Nascimento de Freitas

 

Desde o início da pandemia, com o agravamento da crise econômica, elevaram-se as buscas, por parte de empresas, pela resolução das suas disputas através da mediação, na expectativa de resolução das intercorrências empresariais de maneira célere, preservando também a relação comercial entre as partes envolvidas.

Segundo dados da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP/FIESP), os valores envolvidos nas disputas submetidas à mediação, desde o início do presente ano, ultrapassaram a soma de R$ 171 milhões. Com relação aos temas que tangenciam as disputas, estes tratam, especialmente, da renegociação de cláusulas contratuais e conflitos societários.

Em média, as mediações duram cerca de seis meses, enquanto eventual litígio perante a Justiça Estadual, apenas na primeira instância, pode ter uma duração estimada de três a quatro anos para conclusão, sendo que, até a baixa do processo, pode-se chegar a quase oito anos de duração.

Frente ao cenário de instabilidade e volatilidade do mercado, as decisões empresariais tornam-se cada vez mais urgentes, sendo que o caminho judicial para conduzir disputas acaba por inviabilizar o negócio, o que certamente motivou (e está motivando) cada vez mais a adoção de métodos consensuais de maior eficácia empresarial.

Destaca-se, nessa tendência, a intenção empresarial na retomada do crescimento da economia a curto prazo, pois, com a busca por meios alternativos de resolução de disputas, há maior concentração de esforços nas atividades principais da empresa.

É esperado, portanto, que a adoção de métodos consensuais cresça a cada ano, não só pela efetividade e celeridade do método, mas também para que os objetivos principais e finais de cada negócio empresarial sejam colocados como prioridade, auxiliando cada vez mais na tentativa de retomada econômica.